terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Escrito nas nuvens

Espaço verdadeiro em outro momento

Estranho Episódio: RA, escrito nas nuvens.

12/01/2018: Neste dia aconteceu um fato inusitado o qual foi complementado no dia seguinte, como tento descrever a seguir:

Tudo começou no primeiro dia do ano, 01 de janeiro de 2018. Uma discussão muito forte entre D. e L., respectivamente mãe e filho, com início de agressividade entre os dois, o que me obrigou a intervir, retirando D. do local e forçando, com palavras fortes, a me obedecer a qualquer preço. Depois, voltei para conversar com L., tentando acalmá-lo e deixar claro em sua consciência que sua desobediência e agressividade não eram atitudes corretas. O resultado disto tudo foi o afastamento de D. perante mim, deixando de falar comigo e me evitando em tudo. Desde então, me entristeci neste ambiente constrangedor. Minha tristeza perdurava e me deixava cada dia mais desmotivado de tudo. Não suporto clima de inimizades, principalmente em minha casa, com minha família.

Os dias se seguiram assim e eu, costumeiramente, procurava com frequência ligar para minha irmã e extravasar um pouco desta energia deprimente, conversando com ela e ouvindo seus conselhos.

Neste dia, 12 de janeiro, sexta-feira, pela manhã, sentei-me na varanda disposto a conversar um pouco com ela por telefone, pois me sentia bem "pra baixo".

De onde eu me encontrava sentado, podia visualizar uma grande parte do céu (veja foto), que naquele momento encontrava-se com bastante nuvens, algumas muito brancas e outras escuras (nuvens de chuva).

Mal começávamos nossa conversa, eu a interrompi. Eu disse pra ela: "N. eu estou lendo alguma coisa no céu - nas nuvens. Estou vendo perfeitamente as letras R e A, e existem outras que estão semi-obstruídas por nuvens escuras". Estas duas letras apareciam de forma perfeitas, como se houvessem sido escritas por uma máquina de escrever. Eram letras de fôrma e estavam uma ao lado da outra em perfeita harmonia. Não era o caso de uma nuvem que parecia um R ou um A, mas um "RA" perfeitamente escrito. Depois de alguns segundos, as letras, inclusive as que estavam sob a nuvem escura, foram borradas e depois desapareceram.

Depois deste episódio, eu continuei a conversa com minha irma N. sem mais enfatizar o fato ocorrido.

Entretanto, na noite do dia seguinte, eu via televisão deitado em minha cama já com o propósito de dormir. Após o término do programa que eu assistia, foi anunciado o programa seguinte. Então, chamou-me a atenção imediatamente, o título daquele programa pois o formato das letras eram iguais ao que eu observara nas nuvens e, ainda mais, as duas letras "RA" estavam ali na mesma formação. Eu já me levantava da cama para desligar a TV pois aquele programa não era do meu interesse, mas por instantes, fiquei paralisado olhando aquele texto.

Imediatamente começou a fluir em minha mente intuitivamente, a ligação entre os fatos ocorridos. Aquele programa que não era de costume assistir, era um programa de humor. Uma forte intuição me dizia que tudo aquilo era uma mensagem a mim dirigida, sugerindo que eu mudasse minha atitude e acabasse com aquela tristeza que só me prejudicava. Esta mensagem intuitiva ficou clara em minha mente e não tive outra opção senão atendê-la imediatamente. Quando, finalmente, sai do quarto já não possuía nenhum desânimo, mas um novo sentimento de alegria e renovação ocupava meu coração. Tudo então voltou ao normal.

Desde então, se fixou em mim ainda mais a convicção de que estamos sempre amparados, e que os nossos problemas diários, as dores e sofrimentos, e também as alegrias são compartilhados com amigos invisíveis que estão sempre dispostos a nos ajudar a carregar os fardos e comemorar as alegrias; às vezes, de maneira tão sólida que quase tropeçamos com eles.

Este fato, me fez pensar bastante sobre a circunstância de não estarmos sós em nenhuma ocasião e por isso, temos que ter confiança para enfrentar seja o que for, com a certeza de que estamos sempre na posição de francos favoritos.

Agradeço-te, amigo ou amiga invisível, mas que está sempre ao meu lado, sofrendo ou alegrando-se comigo. Que toda Força do Universo, que vem do Criador, te alimente e possibilite o amparo e o amor que nos une.







quinta-feira, 20 de julho de 2017

Pensamento sobre Meditação

Sobre a Meditação

Se considerássemos o pensamento como um "raio de luz", a Meditação seria como um "raio LASER", cuja potência estaria sob o controle da nossa Vontade!



terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A Consciência



A consciência é o bem mais precioso que Deus, nosso Criador, nos ofertou. A consciência constitui o Ser Real, verdadeiro, imutável, imortal, onipresente e onisciente. A consciência constitui o caminho único de união com Deus. É pela consciência que fazemos ligação espiritual, canalizamos todos nossos sentimentos, percebemos nossa individualidade e ao mesmo tempo, nossa comunhão espiritual com todos os seres. A consciência é única – como um oceano infinito, no qual nos encontramos mergulhados, em conexão com todas as demais criaturas de Deus. A consciência de um é a consciência de todos; não temos uma consciência particular, só nossa, embora assim nos pareça ser. É como uma NET, uma grande teia, que todos utilizam mas não pertence a ninguém em particular. A consciência, sendo única, universal, infinita e, portanto, onipresente, nos dá a sensação da individualidade, mas esta sensação é ilusória, causada pelas tribulações gerenciadas pelo ego material. Quanto maior a potência conferida pelo ego material, maior interferência ocorre na zona de percepção da consciência e, por conseguinte, quanto menor for, mais ampla se torna a sensibilidade espiritual, ou seja, a abrangência consciencial se alarga e nos leva a perceber vibrações além do material. Acalma tua mente e saberás quem és de verdade!

Embora a consciência seja única, costuma-se dividi-la em etapas, ou fazes, definidas como: Consciência propriamente dita, que é aquela mais ligada às vibrações materiais, e que está mais próxima do nosso controle físico – é o que nos põe em contato com a realidade objetiva. Subconsciência, que se encontra um pouco mais distante do nosso controle, possuindo uma individualidade relativa e sofrendo ainda as fortes interferências do ego. Controla as ações subjetivas e embora aconteça de modo independente da vontade, mesmo assim ainda possui ligações com a objetividade. Superconsciência, que se encontra nas mais altas frequências cósmicas e que representa o ser humano na sua forma mais pura de espiritualidade.

Quando nos encontramos nesta fase de superconsciência, estamos conectados com a Consciência Cósmica Universal, fonte inesgotável de toda criação, de energia, de conhecimento do passado, presente e futuro. O ser em estado de superconsciência poderá afirmar categoricamente: “Eu e o Pai somos Um!”

O Caminho

Considerando a condição de que podemos “conversar” com nosso Pai Criador, quando estamos meditando, indaquei-O de forma bastante informal sobre assuntos comuns da vida diária. Algumas questões simples, mas que, eventualmente, não temos respostas satisfatórias.


Uma destas questões versa sobre o fato de vivermos, geralmente, lutando contra as vicissitudes que via de regra nos deixam intranquilos e até mesmos infelizes. Se somos, de fato, filhos do Todo Poderoso, Aquele que é Infinitamente Sábio ou Onisciente, por que sofremos estas torturas, as quais gostaríamos de eliminar?

Eis a resposta que recebi, lá dentro de minha mente: “A nossa jornada, através das diversas encarnações, é como uma estrada em que se caminha em uma única direção. A maneira como nos comportamos, nesta jornada, depende de nós mesmos. Se, por alguma razão, resolvemos alterar o curso e buscar ”atalhos” ilusórios que nos contemplam e nos oferecem melhores resultados, somos livres em nossa escolha, e poderemos obter resultados positivos ou negativos nestas opções. Com certeza, obteremos ganhos no sentido de aprendizagem, mesmo que sejam pelos erros cometidos. Os nossos erros, causados por opções equivocadas, são os vetores dos nossos sofrimentos e atrasos espirituais. Nossa passagem por este plano, tem como principal objetivo o aprendizado através das experiências vividas; o controle sobre os nossos sentidos e, em consequência, o fortalecimento do espírito”.

Argumentei sobre o fato de pedir socorro para nós mesmos, ou para as pessoas a quem dedicamos nossas preocupações, no sentido de preservar-nos das dificuldades da vida. A explicação que obtive foi a seguinte: “Se alguém segue por um caminho, com seus pertences às costas, com o objetivo de chegar ao seu destino o mais breve possível, deverá observar certas regras de atitudes que precisará seguir para obter êxito naquilo a que se propõe. Quando nos sentimos cansados e resolvemos descansar sob a sombra de uma árvore à beira do caminho, deveremos estar conscientes de que o nosso descanso ocasionará uma demora na chegada prevista ao destino final. No entanto, não é proibido que descansemos pelo tempo que desejarmos!

Se alguém passa por dificuldades de qualquer tipo, seja por doenças, financeiras, emocionais ou outro fator que esteja lhe causando infelicidade e dores, e, por piedade, pede-se, por ele ou ela, o auxílio, no sentido de livrá-lo de tais circunstâncias, devemos notar que tal pessoa poderá sim ser socorrida, e dela ser desviado todo sofrimento. Mas, isto seria tirar-lhe também a oportunidade da experiência e do aprendizado, resguardando para a posteridade o cumprimento desta etapa da vida. Isto seria a mesma coisa feita por aquele que, sentindo-se cansado da caminhada, resolve descansar sob a sombra de uma árvore. Não seria algo proibido, ou seja, um pecado espiritual, entretanto, o resultado justificaria a lei – não existe efeito sem causa!

A nossa jornada é direcionada por um único caminho, com muitas veredas afluentes e muitos desvios sinalizados por placas de direção que nos dão informações ilusórias, caso sigamos por ali, prometendo um caminho fácil, com muitos ganhos e compensações maravilhosas. Estas armadilhas estão ao longo de toda viagem, testando nosso bom senso e sabedoria”.

Em resumo, aprendi que não devemos jamais cochilar sob as sombras convidativas do caminho, com a desculpa de que estamos cansados. Que não devemos fugir ou pedir socorro por estarmos sofrendo ou passando por algumas dificuldades, mas que devemos sempre reunir forças para vencer tais obstáculos, tirando deles o maior proveito em termos de aprendizagem. Devemos agir de forma serena e com a satisfação de que não estamos deixando para trás parte de nossa bagagem à beira do caminho, pois que, se assim for, teremos que retornar depois para resgatá-la.

Como se fosses filho único




        Hoje, teci conjecturas sobre o fato da grandeza infinita o nosso Pai Criador. Como tudo Lhe pertence, e nada existe a não ser Ele mesmo. Sobre Sua infinita criação, nos infinitos planos! Ocorreu-me o fato de que, mesmo sendo eu também uma das Suas criações e, portanto, um dos Seus infinitos filhos, em que grau de importância estaria? Diante da grandeza de uns, do adiantamento espiritual de outros, da infinitude de irmãos que não cessa de crescer a todo instante, como poderia o Grande Pai estabelecer qualquer relação com este microscópico ser, neste minúsculo mundo, em uma dimensão onde reinam as trevas? Como o Pai Criador me veria, nestas condições tão nefastas?

       Imediatamente depois destas angustiantes suposições, após minha inquisição final, veio-me na mente, de forma consciente, a Sua resposta firme e inequívoca:

      “Como se fosses o filho único!”

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A Grande Ilusão

A Grande Ilusão

 Luiz Pimentel (setembro/2016)

“Ego cogito, ergo sum” - esta afirmação do famoso filósofo francês René Descartes, dita em 1837, em plena Idade Moderna, perseverou ao longo dos tempos até nossos dias, mantendo a mesma força e polêmica dos seus primeiros dias. Sem dúvidas, ainda são muitos os filósofos e pensadores a buscarem nesta asserção o sentido correto do pensamento original.

“Eu penso, logo existo” traduz de imediato a ideia de alguém profundamente perdido nas incertezas de sua própria existência; alguém que busca extrair do nada o conteúdo que satisfaça preencher o vazio do existencialismo inexplicado, instituindo através da dúvida a prova do próprio ser.

René Descartes, formado pelas melhores universidades europeias de sua época, em Direito, Filosofia, Física e Matemática, não encontrava argumentos convincentes, baseado em tudo que lograra aprender no âmbito universitário, que lhe demonstrasse categoricamente a realidade do mundo objetivo.

O ensino das escolas, mesmo o conteúdo científico, estava fortemente baseado em conceitos filosóficos ou religiosos, e careciam de embasamento experimental ou empírico. Portanto, dependia de interpretação e, por conseguinte, falseava e se perdia na irregularidade. Por isso, René Descartes se dizia arrependido, exceto no que se refere à matemática, de haver perdido tanto tempo estudando coisas estereis e insustentáveis.

A conclusão lógica de que o simples ato de pensar consistia na única prova de sua existência, resolvia seu problema pessoal de solipsismo.

Embora desde os tempos de Descartes até os dias atuais a ciência haja evoluído exponencialmente, oferecendo subsídios que certamente poderiam resolver o dilema do famoso filósofo e cientista, mesmos assim, não oferece para o estudioso atual, as respostas convincentes que expliquem o mesmo impasse, quando observado sob as perspectivas de nossa época.

Na medida em que leis básicas da constituição da matéria, da energia, do átomo, etc, são desvendadas e explicadas, novas opiniões ou convicções mais abrangentes surgem, colocando em “xeque”, novamente, a mente dos atuais cientistas e filósofos.

Aparentemente, somos conduzidos a deduzir que, quanto mais profundo o conhecimento das leis que regem este universo material, mais difícil se torna a explicação objetiva de sua realidade. A ciência ortodoxa, ou materialista, tende a desviar-se para a subjetividade, submergindo forçosamente em novos universos sem fronteiras, onde as ideias outrora rechaçadas pelas mentes pensantes, aparecem agora mais atrativas e ligadas a explicações inusitadas.

O ato de pensar – o mesmo insinuado por Descartes – se traveste de maior objetividade. Pensar sugere o acionamento de um fluxo de energia; algo que nos demonstra existência verdadeira e não imaginária.

Realmente, alguns cientistas, mesmo aqueles ortodoxos, já aceitam, e até fazem pesquisa experimental em laboratório, sobre o fato de que o pensamento emite ondas eletromagnéticas que são capazes de influenciar coisas materiais. No entanto, devemos considerar que o pensamento é o agente causador do fenômeno; aquele que determina ao cérebro a função de gerar tais ondas magnéticas. O cérebro e as ondas eletromagnéticas geradas, pertencem ao Universo Físico, material, objetivo, mas o pensamento em si, está em dimensão diferente.

O fato de que algo que reside fora do escopo do plano material e objetivo, possa efetivamente agir ou reagir com nossa realidade, nos dá subsídios para estudar e meditar profundamente neste amplo campo de pesquisa para a mente humana.

Sabemos que este assunto, embora pareça recente conhecimento no meio científico ortodoxo, já vem sendo estudado a milênios nas Escolas Herméticas, ou Iniciáticas, ou de Mistérios, onde a informação transmitida de Mestre a Discípulo, tinha origem desconhecida.

De forma velada, conhecimentos desta natureza foram ensinados também por outros Mestres, o que deu origem a algumas religiões, por exemplo, Jesus Cristo, Buda, Maomé e outros. Tais ensinamentos, embora encerrem conhecimentos elevados, são transmitidos de forma essencialmente religiosa ou filosófica.

O objetivo preponderante da maioria destas escolas visa esclarecer o adepto da sua condição espiritual, isto é, o homem além da matéria. Ensina, através do conhecimento e da experiência, que somos vítimas da ilusão de um universo material, pois que tudo, na verdade, é tão somente pura energia. Adverte para a realidade de outros universos, além deste físico, que conscientizamos; da possibilidade da imortalidade – que vai além da Lei de Conservação da Energia; da vida espiritual; das reencarnações, etc. Explica sobre Leis Universais que regulam todos estes universos e, principalmente, a relação destas sobre os desígnios da humanidade.

Jesus disse: “Nem só do pão (elementos básicos existente nos alimentos) viverá o homem, mas de toda palavra (o verbo, a energia vital) que procede (flui para o corpo humano) da boca de Deus (glândula especial, responsável pela principal captação desta energia).” - Lucas(4:4) - Extraído dos ensinamentos de Paramahansa Yogananda.

Este ensinamento, proferido pelo Mestre Jesus, deixa transparente a intenção de declarar a condição espiritual do homem, pois que a criatura humana necessita não somente do nutriente físico, como também da Energia Cósmica Espiritual que satisfará sua condição mística.

Esta circunstância dual da natureza humana, salienta a interação entre ambas e nos mostra claramente que, se existem simultaneamente, estão submetidas a leis específicas que controlam estas relações. Também, não necessitamos de estudos profundos para evidenciar os respectivos e principais atributos: No homem físico, dominam os seus cinco sentidos – audição, visão, olfato, tato e paladar – que representam os dispositivos sensores para captação e interpretação, no cérebro, de todo universo físico, objetivo, ao qual pertence. É através das informações recebidas e processadas pelo cérebro que temos consciência objetiva de tudo que nos cerca.


Quando fazemos um breve estudo sobre cada um destes cinco sensores; da forma como captam e transmitem as sensações recebidas do exterior, para serem processadas no cérebro, embora cada um deles seja extremamente indispensável para nossa vida comum, entretanto, se fizermos uma avaliação técnica detalhada e nos eximirmos da condição de dependência, veremos que, sem exceção, trabalham dentro de uma restrita faixa perceptiva, filtrando por deficiência, para além e para aquém destas faixas, uma infinidade de informações. Quando tais informações são finalmente transmitidas para o cérebro, temos ainda dois fatores degradantes que afetam a realidade da informação: a integridade ou não do próprio sistema de transmissão e a capacidade de processamento do cérebro envolvido. O resultado deste processamento poderá ser uma má interpretação, criando uma imagem mental ou uma sensação que não corresponde à realidade, mas a uma grande ilusão.

A Grande Ilusão

A Grande Ilusão

por Luiz Pimentel (setembro/2016)

“Ego cogito, ergo sum” - esta afirmação do famoso filósofo francês René Descartes, dita em 1837, em plena Idade Moderna, perseverou ao longo dos tempos até nossos dias, mantendo a mesma força e polêmica dos seus primeiros dias. Sem dúvidas, ainda são muitos os filósofos e pensadores a buscarem nesta asserção o sentido correto do pensamento original.

“Eu penso, logo existo” traduz de imediato a ideia de alguém profundamente perdido nas incertezas de sua própria existência; alguém que busca extrair do nada o conteúdo que satisfaça preencher o vazio do existencialismo inexplicado, instituindo através da dúvida a prova do próprio ser.

René Descartes, formado pelas melhores universidades europeias de sua época, em Direito, Filosofia, Física e Matemática, não encontrava argumentos convincentes, baseado em tudo que lograra aprender no âmbito universitário, que lhe demonstrasse categoricamente a realidade do mundo objetivo.

O ensino das escolas, mesmo o conteúdo científico, estava fortemente baseado em conceitos filosóficos ou religiosos, e careciam de embasamento experimental ou empírico. Portanto, dependia de interpretação e, por conseguinte, falseava e se perdia na irregularidade. Por isso, René Descartes se dizia arrependido, exceto no que se refere à matemática, de haver perdido tanto tempo estudando coisas estereis e insustentáveis.

A conclusão lógica de que o simples ato de pensar consistia na única prova de sua existência, resolvia seu problema pessoal de solipsismo.

Embora desde os tempos de Descartes até os dias atuais a ciência haja evoluído exponencialmente, oferecendo subsídios que certamente poderiam resolver o dilema do famoso filósofo e cientista, mesmos assim, não oferece para o estudioso atual, as respostas convincentes que expliquem o mesmo impasse, quando observado sob as perspectivas de nossa época.

Na medida em que leis básicas da constituição da matéria, da energia, do átomo, etc, são desvendadas e explicadas, novas opiniões ou convicções mais abrangentes surgem, colocando em “xeque”, novamente, a mente dos atuais cientistas e filósofos.

Aparentemente, somos conduzidos a deduzir que, quanto mais profundo o conhecimento das leis que regem este universo material, mais difícil se torna a explicação objetiva de sua realidade. A ciência ortodoxa, ou materialista, tende a desviar-se para a subjetividade, submergindo forçosamente em novos universos sem fronteiras, onde as ideias outrora rechaçadas pelas mentes pensantes, aparecem agora mais atrativas e ligadas a explicações inusitadas.

O ato de pensar – o mesmo insinuado por Descartes – se traveste de maior objetividade. Pensar sugere o acionamento de um fluxo de energia; algo que nos demonstra existência verdadeira e não imaginária.

Realmente, alguns cientistas, mesmo aqueles ortodoxos, já aceitam, e até fazem pesquisa experimental em laboratório, sobre o fato de que o pensamento emite ondas eletromagnéticas que são capazes de influenciar coisas materiais. No entanto, devemos considerar que o pensamento é o agente causador do fenômeno; aquele que determina ao cérebro a função de gerar tais ondas magnéticas. O cérebro e as ondas eletromagnéticas geradas, pertencem ao Universo Físico, material, objetivo, mas o pensamento em si, está em dimensão diferente.

O fato de que algo que reside fora do escopo do plano material e objetivo, possa efetivamente agir ou reagir com nossa realidade, nos dá subsídios para estudar e meditar profundamente neste amplo campo de pesquisa para a mente humana.

Sabemos que este assunto, embora pareça recente conhecimento no meio científico ortodoxo, já vem sendo estudado a milênios nas Escolas Herméticas, ou Iniciáticas, ou de Mistérios, onde a informação transmitida de Mestre a Discípulo, tinha origem desconhecida.

De forma velada, conhecimentos desta natureza foram ensinados também por outros Mestres, o que deu origem a algumas religiões, por exemplo, Jesus Cristo, Buda, Maomé e outros. Tais ensinamentos, embora encerrem conhecimentos elevados, são transmitidos de forma essencialmente religiosa ou filosófica.

O objetivo preponderante da maioria destas escolas visa esclarecer o adepto da sua condição espiritual, isto é, o homem além da matéria. Ensina, através do conhecimento e da experiência, que somos vítimas da ilusão de um universo material, pois que tudo, na verdade, é tão somente pura energia. Adverte para a realidade de outros universos, além deste físico, que conscientizamos; da possibilidade da imortalidade – que vai além da Lei de Conservação da Energia; da vida espiritual; das reencarnações, etc. Explica sobre Leis Universais que regulam todos estes universos e, principalmente, a relação destas sobre os desígnios da humanidade.

Jesus disse: “Nem só do pão (elementos básicos existente nos alimentos) viverá o homem, mas de toda palavra (o verbo, a energia vital) que procede (flui para o corpo humano) da boca de Deus (glândula especial, responsável pela principal captação desta energia).” - Lucas(4:4) - Extraído dos ensinamentos de Paramahansa Yogananda.

Este ensinamento, proferido pelo Mestre Jesus, deixa transparente a intenção de declarar a condição espiritual do homem, pois que a criatura humana necessita não somente do nutriente físico, como também da Energia Cósmica Espiritual que satisfará sua condição mística.

Esta circunstância dual da natureza humana, salienta a interação entre ambas e nos mostra claramente que, se existem simultaneamente, estão submetidas a leis específicas que controlam estas relações. Também, não necessitamos de estudos profundos para evidenciar os respectivos e principais atributos: No homem físico, dominam os seus cinco sentidos – audição, visão, olfato, tato e paladar – que representam os dispositivos sensores para captação e interpretação, no cérebro, de todo universo físico, objetivo, ao qual pertence. É através das informações recebidas e processadas pelo cérebro que temos consciência objetiva de tudo que nos cerca.


Quando fazemos um breve estudo sobre cada um destes cinco sensores; da forma como captam e transmitem as sensações recebidas do exterior, para serem processadas no cérebro, embora cada um deles seja extremamente indispensável para nossa vida comum, entretanto, se fizermos uma avaliação técnica detalhada e nos eximirmos da condição de dependência, veremos que, sem exceção, trabalham dentro de uma restrita faixa perceptiva, filtrando por deficiência, para além e para aquém destas faixas, uma infinidade de informações. Quando tais informações são finalmente transmitidas para o cérebro, temos ainda dois fatores degradantes que afetam a realidade da informação: a integridade ou não do próprio sistema de transmissão e a capacidade de processamento do cérebro envolvido. O resultado deste processamento poderá ser uma má interpretação, criando uma imagem mental ou uma sensação que não corresponde à realidade, mas a uma grande ilusão.